O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, integrou uma comitiva formada por 11 prefeitos tocantinenses que se reuniu, na tarde desta segunda-feira (02), com o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, conselheiro Alberto Sevilha. O encontro ocorreu na sede do Tribunal, na Capital, e teve como foco os desafios financeiros enfrentados pelas administrações municipais.
Também participaram da reunião os conselheiros Manoel Pires dos Santos, Napoleão de Souza Luz Sobrinho, Severiano José Costandrade de Aguiar e Orlando Alves da Silva.
Déficits e frustração de receitas
Na pauta, os déficits financeiros e orçamentários provocados pela frustração de receitas, especialmente a queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e os atrasos em recursos federais. Segundo os gestores, o cenário tem comprometido a execução de políticas públicas e exigido medidas severas de contenção de despesas.
Durante a reunião, Eduardo Siqueira Campos relembrou as dificuldades enfrentadas em 2025, primeiro ano de seu retorno ao comando da Prefeitura de Palmas. Ele destacou o cenário de dívidas herdadas e a redução na arrecadação municipal.
“Percebo o grito dos prefeitos. Tivemos em Palmas, no ano passado, um grande trabalho de enxugar as contas para podermos nos enquadrar. Foi necessário fazer cortes nos gastos, otimizar os recursos, reduzir a folha de pagamento e adotar práticas de austeridade”, afirmou o prefeito.
Pedido de flexibilização
O presidente da Associação Tocantinense dos Municípios (ATM), prefeito Big Jow, destacou que os gestores buscam um entendimento junto ao TCE para flexibilizar o controle das contas públicas no quadriênio 2025–2028, diante da realidade fiscal enfrentada pelos municípios.
Em resposta, o presidente do Tribunal informou que irá se reunir com os demais conselheiros para deliberar sobre as demandas apresentadas pelos prefeitos.
Municípios representados
Participaram do encontro prefeitos dos municípios de Araguaína, Carmolândia, Cristalândia, Gurupi, Juarina, Palmas, Paraíso do Tocantins, Pedro Afonso, Porto Nacional, Rio dos Bois e Tocantinópolis.
A reunião reforça o movimento de articulação conjunta dos gestores municipais em busca de alternativas para equilibrar as contas públicas e garantir a continuidade dos serviços essenciais à população tocantinense.
