Após pressão da Associação Tocantinense de Municípios (ATM) e prefeitos locais, o Governo do Tocantins anunciou ações imediatas para restabelecer a travessia gratuita entre os municípios afetados pelo desabamento da ponte Juscelino Kubitschek.
Porangatu (GO) – A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) manifestou repúdio à demora do Governo Federal em disponibilizar balsa para a travessia entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), região fortemente impactada pelo desabamento da ponte que conectava os dois Estados. A tragédia vitimou 14 pessoas, deixou três desaparecidas e apenas um sobrevivente. Após a pressão exercida pela ATM e pelos prefeitos dos municípios atingidos, o Governo do Tocantins anunciou, nesta sexta-feira (24), uma série de medidas emergenciais para minimizar os prejuízos causados à população.
O governador Wanderlei Barbosa, mesmo em missão oficial na Suíça, participou virtualmente de uma reunião com sua equipe de governo e determinou providências para garantir a travessia gratuita de pedestres e motoristas entre Aguiarnópolis e Estreito, já para a próxima semana. A iniciativa inclui a avaliação de cooperativas que operam pequenas embarcações e a destinação de recursos financeiros ao município de Aguiarnópolis, provenientes de programas de fomento, como o Pronaf, pelo Banco da Amazônia.
A ATM destacou que a ausência de uma solução rápida trouxe impactos econômicos significativos para os municípios fronteiriços, incluindo desemprego, redução de atividades comerciais e, em alguns casos, desabastecimento. A entidade também repudiou a autorização concedida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) a uma empresa privada para cobrar pela travessia, enfatizando que a responsabilidade por prover infraestrutura de transporte interestadual cabe ao Governo Federal.
Além disso, o secretário-chefe da Casa Civil, Deooclécio Gomes, reforçou que o Governo do Tocantins decidiu, por determinação do governador, destinar aportes financeiros para assegurar que a travessia funcione sem custos para a população local. “Nosso objetivo é evitar que moradores e empresas tenham seus orçamentos comprometidos”, afirmou Gomes.
As medidas anunciadas foram vistas como uma resposta à mobilização da ATM e à pressão popular, que exigiam soluções rápidas e eficientes para mitigar os danos gerados pela tragédia e pelo atraso na implementação de uma travessia alternativa.
