O vereador licenciado de Palmas e secretário do Matopiba, Carlos Amastha, afirmou que não deu anuência para a mudança no comando do PSB no Tocantins. Em entrevista ao portal Gazeta do Cerrado, Amastha “soltou o verbo” ao comentar a decisão da executiva nacional do partido, que resultou em sua saída da presidência estadual da sigla.
“Eu não tinha vontade de abandonar o comando do partido, foi feito sem a minha anuência, mas Irajá fez o compromisso de montar uma chapa de federal com Iratã (irmão dele) como candidato”, declarou Amastha. Segundo ele, o acordo político envolvendo o senador Irajá Abreu (PSD) foi determinante para a troca no comando partidário.
A mudança foi formalizada a partir de um entendimento entre a executiva nacional do PSB e o senador Irajá Abreu. Com isso, quem assumiu a presidência estadual do partido foi o ex-prefeito de Lavandeira, Roberto César Ferreira de Oliveira, o Cesinha. Atualmente, ele ocupa o cargo de superintendente da Agricultura e Pecuária no Estado, função para a qual foi indicado pelo próprio Irajá.
Apesar do revés interno, Amastha reiterou que segue no jogo político e mantém sua pré-candidatura ao governo do Tocantins. A declaração indica que, mesmo fora do comando da legenda, o ex-prefeito de Palmas pretende continuar articulando seu projeto eleitoral para 2026, em um cenário marcado por rearranjos partidários e disputas de bastidores no campo governista e da oposição.
