A troca no comando estadual do PSB no Tocantins redesenha o tabuleiro político para a sucessão de 2026. O ex-prefeito de Lavandeira Roberto César Ferreira de Oliveira, o Cesinha, atual superintendente da Agricultura e Pecuária no Estado — cargo ao qual chegou por indicação do senador Irajá Abreu (PSD) — assumiu a presidência da sigla, substituindo o vereador de Palmas Carlos Amastha. A informação foi divulgada pelo jornalista Cleber Toledo.
Amastha, ex-prefeito de Palmas e uma das principais lideranças políticas da capital, deixa o posto que ocupava desde 2019. A mudança chama atenção não apenas pela troca de nomes, mas pelo simbolismo político: Cesinha comandou o Executivo de um dos menores municípios do Estado, enquanto Amastha esteve à frente da maior cidade tocantinense. Ainda assim, o novo presidente do PSB afirma que a transição foi construída de forma consensual, em diálogo com o próprio Amastha e com o presidente nacional da legenda, o prefeito do Recife João Campos.
A formalização do novo comando ocorrerá no próximo dia 28, durante a primeira reunião da nova executiva estadual, marcada para o escritório do partido em Palmas, quando também será realizada a transição administrativa da presidência.
Do ponto de vista estratégico, a mudança tem impacto direto na formação de alianças. Com Cesinha à frente do PSB, a sigla passa a integrar oficialmente o grupo político liderado pelos Abreus, que já controla o PSD e o PDT no Estado. O movimento consolida um bloco partidário robusto e amplia a base de sustentação do projeto que tem o vice-governador Laurez Moreira como provável cabeça de chapa na disputa pelo Palácio Araguaia.
No mesmo arranjo, Irajá Abreu desponta como candidato à reeleição ao Senado, enquanto o PSB tende a atuar como força auxiliar na construção da chapa majoritária e na ampliação da bancada proporcional. Nesse contexto, Cesinha é apontado como potencial candidato a uma das vagas na Assembleia Legislativa.
Já Carlos Amastha, que teve o nome ventilado nos bastidores como possível candidato ao governo do Tocantins, passa a viver um momento de indefinição política. Fora da presidência do PSB e sem anúncio de novos movimentos, seu futuro eleitoral torna-se uma incógnita.
A mudança no PSB, portanto, vai além de uma simples troca de comando: sinaliza realinhamentos, enfraquece projetos isolados e fortalece uma coalizão que busca protagonismo na disputa estadual de 2026.
