Durante a solenidade de entrega de tratores realizada no Palácio Araguaia, o presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM) e prefeito de Cristalândia, Big Jow, falou sobre os principais desafios que os prefeitos devem enfrentar em 2026, com destaque para as incertezas provocadas pela reforma tributária e o impacto do ano eleitoral nas administrações municipais.
Segundo Big Jow, o cenário para os próximos anos exige cautela. “São muitos desafios. A reforma tributária é o primeiro deles, porque nós não sabemos o que pode acontecer. A expectativa é de dificuldade, porque sempre há dificuldade”, afirmou. Para ele, os municípios seguem fortemente dependentes de outros entes federativos. “Nós dependemos de emenda de deputado, de senador, dependemos de governador”, reforçou.
O presidente da ATM destacou que a instabilidade nas receitas é um problema recorrente nas gestões municipais. “Receita baixa, despesa alta e sempre vai ser assim. Não temos um divisor de águas, não é fixo. De repente, tem uma diferença de 100 mil na arrecadação, mas a despesa continua do mesmo jeito”, explicou, ressaltando a dificuldade de planejamento financeiro diante da imprevisibilidade dos repasses.
Outro ponto levantado foi o impacto do calendário eleitoral. De acordo com Big Jow, em anos de eleição, muitas ações acabam sendo paralisadas a partir de abril. “Tudo para por conta da eleição, mas o município não pode parar. A despesa continua”, observou.
Apesar do cenário desafiador, o presidente da ATM fez elogios à postura do governador Wanderlei Barbosa em relação aos municípios. “O governador Wanderlei tem sido bem diferente de tudo que nós tivemos. É um gestor municipalista, participativo e sempre de portas abertas para os municípios. Não temos o que reclamar”, declarou. Para ele, a retomada do mandato pelo governador foi positiva. “O melhor que aconteceu foi a volta dele para terminar o governo, que não é dele, é do povo que o elegeu”, concluiu.
Big Jow finalizou reafirmando que o maior ponto de atenção dos prefeitos segue sendo o “embrólio” em torno da reforma tributária, cujos efeitos práticos ainda são desconhecidos, mas que podem redefinir a realidade financeira dos municípios nos próximos anos.
Ascom
