A cerimônia do Prêmio Guerreiras e Guerreiros de Palmares 2025 reuniu representantes de movimentos sociais, instituições públicas e a comunidade na noite da última sexta-feira, 28 de novembro, no auditório da Assembleia Legislativa. A premiação, promovida pelo Conselho Municipal pela Promoção da Igualdade Racial (Compir) com apoio da Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), reconheceu lideranças, coletivos e iniciativas que contribuem de forma decisiva para o enfrentamento ao racismo e para a promoção da equidade no município.
A abertura contou com a apresentação do trio Vozes de Ébano. Em seguida, foram apresentados os membros do comitê responsável pela votação e as autoridades presentes, com o secretário de Governo da Prefeitura de Palmas, Sérgio Soró, representando o prefeito Eduardo Siqueira Campos.
Logo após, foram anunciadas as pessoas vencedoras desta edição: no Grupo 1, Luís Gustavo Gonçalves Barreira (Juventude), Ana Lúcia Pereira (Mulher) e Antoniel de Oliveira (Liderança Comunitária); no Grupo 2, Mãe Iza (Liderança Religiosa), Wanda Citó (LGBTQIA+) e Francisco das Chagas Lima – Prof. Robson (Cultura Antirracista); e no Grupo 3, Aires Panda (Educação Antirracista), Valnice Brandão da Silva (Projeto Antirracista), Maju Cotrim (Comunicação Antirracista) e Denize Souza Leite (Jurista).
Pautas raciais
A noite também foi marcada por falas profundas que reforçaram a urgência das pautas raciais. Rita Lopes, do Quilombo Rio Preto, destacou a ausência de representações quilombolas em espaços de poder e chamou atenção para a necessidade de fortalecer mecanismos de participação política e institucional. Já a professora Elenice Pereira, finalista da categoria Educação Antirracista, denunciou casos recentes de exploração de vulneráveis em Taquaruçu, sobretudo envolvendo crianças negras.
O secretário José Eduardo de Azevedo destacou que a premiação representa muito mais do que um reconhecimento anual. “A reparação histórica que buscamos não se constrói apenas no mês de novembro. Ela exige continuidade, políticas públicas sólidas e o compromisso de toda a sociedade. Reconhecer essas lideranças é simbólico, mas também é estratégico: fortalece quem já está há anos construindo justiça racial, muitas vezes de forma silenciosa”.
