Vídeos divulgados nas redes sociais nesta terça-feira (5) mostram que os trabalhadores da obra da nova ponte JK, que liga o Tocantins ao Maranhão, no Bico do Papagaio, entraram em greve por tempo indeterminado. A paralisação, iniciada por volta das 7h, é motivada por denúncias de descumprimento de direitos trabalhistas por parte do Consórcio Ponte de Estreito, responsável pela execução da obra.
A construção da nova estrutura mobiliza cerca de 500 operários, que atuam em regime de revezamento, incluindo fins de semana e feriados. Segundo os trabalhadores, entre os principais problemas estão a falta de pagamento adequado de horas extras, jornada exaustiva e ausência de diálogo com a direção do consórcio.
A greve pode impactar diretamente o cronograma da obra, cuja entrega está prevista para dezembro deste ano. A ponte JK é considerada uma ligação estratégica entre os dois estados, especialmente após a tragédia ocorrida em dezembro de 2024, quando a antiga estrutura desabou, resultando na morte de 14 pessoas, além de três desaparecidos e apenas uma sobrevivente. Desde então, a travessia entre Tocantins e Maranhão tem sido realizada por balsas, o que tem prejudicado o transporte de pessoas e mercadorias.
Diante da paralisação, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) emitiu nota oficial informando que acompanha a situação de perto:
“O DNIT informa que as obras do contrato nº 00.00958/2024, executadas pelo Consórcio Ponte de Estreito, estão sendo devidamente acompanhadas pela autarquia, tanto em seus aspectos técnicos quanto administrativos.
Com relação à paralisação ocorrida, o DNIT esclarece que está em contato com o consórcio responsável, o qual informou que a contabilização de horas extras dos trabalhadores será tratada caso a caso, com o objetivo de esclarecer dúvidas e garantir os direitos dos funcionários.
O DNIT reforça que continuará fiscalizando o cumprimento integral do contrato, com atenção especial ao cronograma físico-financeiro e às obrigações trabalhistas do contratado, a fim de assegurar a regularidade e a continuidade dos serviços”.
Até o momento, não há previsão para o retorno das atividades no canteiro de obras. Os trabalhadores prometem manter a paralisação até que as reivindicações sejam atendidas.
Fonte: Portal Stylo
