Carlos Velozo exonerou aliados do prefeito durante interinidade e agora enfrenta isolamento político com retorno de Eduardo Siqueira ao cargo
A permanência do vice-prefeito Carlos Velozo (Agir) no núcleo político da gestão municipal ficou sob forte dúvida após o retorno de Eduardo Siqueira Campos (Podemos) ao comando da Prefeitura de Palmas nesta quinta-feira (17). Durante o período de afastamento de Eduardo, Velozo exonerou secretários estratégicos ligados ao prefeito e promoveu mudanças que foram vistas como um gesto de traição por aliados do titular.
As trocas no secretariado foram publicadas no Diário Oficial do Município no dia 15 de julho, dois dias antes da decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou Eduardo a retomar o cargo. Foram substituídos os titulares das pastas de Planejamento, Governo, Infraestrutura e Habitação — todos nomes de confiança de Siqueira.
No lugar de André Fagundes Cheguhem (Planejamento), Sérgio Vieira Marques (Governo) e Paulo Cezar Monteiro da Silva (Infraestrutura), assumiram Fábio Batista Velozo, Jandir Cardoso de Vasconcelos e Patrícia Macena Lino. A justificativa oficial foi uma reestruturação administrativa para “otimizar a gestão”, mas a leitura política é de que o vice tentou fortalecer seu grupo, mesmo sem saber o desfecho da situação judicial de Eduardo.
Agora, com o prefeito reassumindo o cargo com respaldo do STF e da Procuradoria-Geral da República, a tendência é de que haja uma reversão das nomeações e um realinhamento do secretariado. Internamente, cresce a pressão para que Carlos Velozo seja afastado das articulações políticas do Executivo municipal.
A expectativa é de que Eduardo reveja os atos assinados pelo vice e retome o controle sobre sua base de confiança. Até o momento, o prefeito não comentou publicamente o futuro do vice, mas aliados consideram insustentável a permanência de Velozo com influência dentro da gestão após o episódio.
