O empresário e ex-treinador de futebol Vanderlei Luxemburgo, pré-candidato ao Senado pelo Podemos no Tocantins, voltou a se manifestar publicamente sobre sua experiência política e sua atuação ao longo da carreira no futebol. Em mensagens divulgadas em um grupo de aplicativo, Luxemburgo respondeu a críticas e associou sua trajetória no esporte à atuação na vida pública.
Ao ser provocado sobre desempenho na política, o ex-técnico afirmou que sua vivência sempre esteve ligada ao ambiente político dentro do futebol. “Minha vida foi fazer política no futebol, mandando mensagens para 20 milhões de torcedores através da imprensa, falando com torcidas organizadas. Eu respeito quem pensa dessa forma e não vou ficar discutindo isso. Cada um tem sua opinião e sem problema”, declarou.
Luxemburgo também destacou que construiu a carreira com independência e negou qualquer irregularidade ao longo dos anos em que esteve à frente de grandes clubes e envolvido na gestão esportiva. “Minha carreira foi vitoriosa porque nunca fui subserviente e nunca passei a mão na cabeça de ninguém. Passava sempre milhões de dinheiro dentro do futebol e nunca coloquei a mão no que não me pertencia”, afirmou.
Ele relembrou ainda ter sido alvo de investigação no âmbito de uma CPI do futebol e disse nunca ter sido responsabilizado. “Enfrentei uma CPI do futebol e falei dentro da CPI: se aparecer um cheque meu ou qualquer prova que eu tirei alguma vantagem, eu saio do futebol de imediato. Nunca provaram nada e não vão provar nunca”, ressaltou.
O pré-candidato afirmou que os recursos que possui são fruto do próprio trabalho e reforçou a intenção de disputar o Senado pelo Tocantins. “Minha grana foi construída com o meu trabalho, com minha capacidade profissional. Estou na política e escolhi o nosso Tocantins para eu poder ajudar com minha capacidade e me colocar à disposição do nosso Estado”, disse. Ao final, concluiu com a frase: “Nada resiste ao trabalho”.
Tentativas desde 2010
Luxemburgo tenta viabilizar uma candidatura ao Senado pelo Tocantins desde 2010. Ao longo dos últimos anos, buscou construir espaço no cenário político estadual, mas ainda não conseguiu consolidar uma campanha vitoriosa para o cargo.
Agora filiado ao Podemos, ele aposta na projeção nacional construída no futebol e no discurso de independência e experiência em gestão para fortalecer seu nome na disputa. O movimento reacende o debate sobre a participação de figuras do esporte na política e os desafios de transformar notoriedade pública em capital eleitoral no Estado.
Fonte: Portal Stylo
