A Polícia Civil do Tocantins apreendeu, na manhã desta terça-feira (27), 17 caixas de medicamentos voltados ao emagrecimento cuja comercialização é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de galões de combustível armazenados de forma irregular. A ação foi realizada por equipes da 9ª Central de Atendimento e da 63ª Delegacia de Polícia de Paraíso do Tocantins.
De acordo com o delegado-chefe da 63ª DP e responsável pelo caso, José Lucas Melo, a ocorrência foi registrada no setor Jardim Paulista e integra uma investigação conduzida pela 61ª Delegacia de Polícia. Uma mulher, de 30 anos, e o marido dela, de 50, são investigados por envolvimento na comercialização ilegal dos produtos.
Durante as diligências, a Polícia Civil também passou a apurar a suspeita de coação contra profissionais da imprensa local que acompanhavam o caso. Conforme a investigação, o homem teria ameaçado um jornalista da cidade após ser questionado sobre a regularidade da venda dos medicamentos. Ele possui antecedentes criminais e já é conhecido das forças de segurança por ocorrências anteriores.
O delegado José Lucas Melo alertou para os riscos à saúde pública causados pelo consumo de substâncias sem procedência comprovada, especialmente aquelas com venda proibida pela Anvisa. Ele também destacou o perigo do armazenamento clandestino de combustível em imóvel residencial, prática que pode resultar em incêndios ou explosões e colocar em risco moradores da região.
A autoridade policial ressaltou ainda que não serão toleradas tentativas de interferência nas investigações, nem ameaças ou intimidações, e que medidas mais rigorosas, incluindo prisões, poderão ser adotadas para coibir esse tipo de conduta.
Após a conclusão da perícia nos materiais apreendidos e a oitiva dos investigados — que ainda não foram localizados —, o inquérito policial será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para adoção das providências legais cabíveis.
