A primeira semana útil após o retorno de Wanderlei Barbosa ao comando do governo do Tocantins começa marcada por expectativa política e institucional. Isso porque, entre quarta e quinta-feira, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal deve analisar se referenda, ou não, a decisão monocrática do ministro Nunes Marques, que determinou a retomada imediata do mandato por Wanderlei. O julgamento é considerado decisivo para consolidar o cenário político no Palácio Araguaia.
Enquanto aguarda o posicionamento colegiado do STF, Wanderlei Barbosa deve concentrar esforços em um pente-fino sobre as ações adotadas pelo vice-governador Laurez Moreira no período em que esteve como chefe do Executivo durante a interinidade. Entre os atos a serem revisados está a extinção do programa Jovem Trabalhador, que resultou na dispensa de cerca de 1.600 jovens que prestavam serviços em diferentes órgãos da administração pública estadual.
Outro ponto sensível é o encerramento dos contratos de parte dos prestadores vinculados ao Servir, o plano de assistência à saúde dos servidores públicos. A medida gerou impactos diretos no atendimento da categoria e deve ser reavaliada pela nova gestão.
De acordo com fontes do governo, o balanço completo dessas ações e as diretrizes que serão adotadas a partir de agora devem ser apresentados no fim da semana, durante entrevista coletiva a ser concedida pelo governador Wanderlei Barbosa. A perspectiva é de que o retorno ao cargo seja acompanhado por ajustes estruturais e redefinição de prioridades dentro da máquina pública, enquanto o governo aguarda o desfecho do julgamento no STF.
Fonte: Portal Stylo
