O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Tocantins (SINDESTO) divulgou, nesta quarta-feira (3), uma carta aberta à população tocantinense alertando para a possibilidade de suspensão dos atendimentos eletivos realizados por unidades conveniadas ao SUS e ao plano SERVIR, caso o governo do Estado não regularize os repasses pendentes até o próximo dia 8 de dezembro.
No documento, o sindicato afirma que hospitais, clínicas e demais serviços de saúde vêm mantendo suas atividades “mesmo diante de uma realidade extremamente desafiadora”: a falta de pagamento pelos atendimentos já prestados. Segundo o SINDESTO, os estabelecimentos aguardam repasses do SERVIR referentes a procedimentos realizados ainda em junho de 2025, enquanto valores do convênio SUS permanecem em aberto desde 2024.
A entidade relata que tem buscado diálogo com a gestão estadual, enviando ofícios, propondo alternativas e se colocando à disposição para encontrar soluções. No entanto, segundo o sindicato, “não temos tido respostas concretas nem ações resolutivas da gestão pública que nos permitam continuar”.
O cenário, conforme a carta, tornou-se “insustentável”. A falta de recursos compromete o pagamento de salários, insumos, fornecedores e afeta diretamente a dignidade dos profissionais de saúde que atuam na rede conveniada.
Diante disso, o SINDESTO comunicou que, se não houver regularização dos pagamentos até 8 de dezembro, os atendimentos eletivos serão suspensos a partir do dia 9 em todos os estabelecimentos conveniados ao SERVIR e ao SUS.
“Não queremos parar. Queremos apenas o que é justo: receber por um trabalho já realizado, com dedicação e humanidade”, afirma a entidade, pedindo compreensão aos usuários e beneficiários dos serviços públicos de saúde e apoio na disseminação da mensagem.
O sindicato encerra o comunicado reforçando que “a saúde não pode esperar” e que a continuidade do cuidado à população depende da regularização dos repasses por parte do Estado.
O Governo do Tocantins ainda não se manifestou sobre o assunto.
