Já nesta quarta-feira, 19, o prefeito estará em Brasília, acompanhado da senadora Dorinha Seabra (UB), em audiência com da presidência da Embrapa, para sacramentar a permissão de utilização da área de 80 alqueires pelo Município.
Estiveram presentes à visita, diversos vereadores, a primeira-dama e secretária municipal de Assistência Social, Pollyanna Siqueira Campos, o deputado federal Vicentinho Júnior (PP), o diretor-superintendente da Codevasf – Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco – César Félix, que representou a senadora Dorinha Seabra, e diversos representantes dos pequenos produtores do Cinturão Verde de Palmas, que foram conferir de perto o resgate de um sonho antigo.
Sonho antigo
“Eu produzo peixes há anos, no Lago de Palmas, em tanques-rede. Já chegamos a ter uma produção de 40 toneladas, mas não tínhamos a possibilidade de processar esse pescado para vender em larga escala. Não podemos vender, porque não tem a certificação. Hoje, com um centro de processamento funcionando, nós poderemos não só aumentar a nossa produção, como atender a todos os municípios e comerciantes que buscam nosso produto. Pra se ter ideia, o pescado consumido aqui em Palmas vem de fora, apesar da nossa produção”, comemorou o piscicultor Antônio Maria.
Para o prefeito Eduardo Siqueira Campos, o centro de processamento será mais um passo para a concretização do potencial rural de Palmas. “Nosso Cinturão Verde jamais será transformado em loteamento. Com este local funcionando de acordo com o planejamento da nossa equipe de técnicos, sob o comando da Secretaria da Agricultura, nossos produtos agropecuários estarão sendo processados e recebendo a certificação, o que possibilitará a sua comercialização, inclusive para os programas governamentais, como a compra direta e a merenda escolar.
Sustentabilidade e apoio ao produtor
Além disso, estaremos reutilizando a água que será utilizada para o processamento da mandioca, para fertilização natural do solo, vamos produzir maniva de mandioca, para distribuir aos produtores, mudas de banana, de cana e capineiras, para produzir ração para o gado de leite desta região. Ou seja, é um processo completo, limpo, sustentável e, o principal, muito bem planejado, para que saia do papel o mais rápido possível”, finalizou.
Texto: Luciano Moreira
Edição: Fernanda Sousa
