A Prefeitura de Palmas dará início, nesta terça-feira, 18, ao ciclo de 11 palestras do Projeto África em Nós, que deve alcançar cerca de 2,2 mil pessoas em diferentes instituições de ensino da Capital. Cada atividade tem público estimado de 200 participantes, em sua maioria crianças e adolescentes. A abertura ocorre às 9h30, na Escola Municipal Crispim Pereira Alencar, em Taquaruçu. A iniciativa faz parte do Calendário Oficial Novembro Negro 2025 é coordenada pela Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), em parceria com o professor e arte-educador Aires Paulo Pedro Panda, angolano radicado em Palmas desde 2010.
O projeto abrange escolas municipais, estaduais, unidades de educação infantil, além de instituições parceiras como o Centro de Integrção Empresa-Escola (Ciee) e a Unitins. A palestra, intitulada ‘Educação Antirracista nas Escolas: Bullying não é brincadeira, racismo não é bullying’, será realizada em unidades educacionais de norte a sul de Palmas. As atividades incluem interpretação em Libras quando houver estudantes surdos.
Valorização
O arte-educador e idealizador do projeto, Aires Panda, explica que, quando crianças e jovens veem pessoas negras e indígenas conduzindo o debate, afirmando que seus corpos, seus cabelos e suas genealogias têm valor, passam a compreender que sua trajetória não começa na escravidão, mas em reinos, civilizações e referências ancestrais. Para Panda, a educação antirracista “começa quando o estudante se vê dentro da narrativa” e trabalhar a história da população negra é garantir autoestima, consciência crítica e condições para que novas gerações construam uma sociedade sem racismo e sem xenofobia.
O secretário de Igualdade Racial e Direitos Humanos do município, José Eduardo de Azevedo, destaca que o projeto integra um conjunto de ações estruturantes da Prefeitura no combate ao racismo. “Levar esse debate para dentro das escolas significa atuar no local onde o racismo é naturalizado e onde também pode ser desconstruído. O África em Nós garante que estudantes negros e indígenas encontrem, na sala de aula, referências positivas de identidade, pertencimento e trajetória”, pontua.
Projeto
