Diante da insuficiência comprovada de medicamentos, materiais, equipamentos e das deficiências no serviços assistenciais básicos do Hospital de Referência de Gurupi (HRG), o Ministério Público do Tocantins (MPTO) requereu que seja imposta multa diária de R$ 10 mil ao estado e que o governador em exercício e o secretário de Saúde sejam intimados para sanar as irregularidades e comprovar o cumprimento dessa obrigação em 15 dias.
“Decorridos quase dez anos do ajuizamento da ação, inexiste comprovação de providências efetivas capazes de assegurar a plena execução da decisão judicial”, diz o membro do Ministério Público. A ação judicial a que ele se refere foi proposta em 2013.
Bloqueio de bens
O promotor de Justiça pontua que, caso o estado alegue não dispor de dotação orçamentária para o cumprimento das medidas, seja determinado o bloqueio e o posterior remanejamento de verbas referentes à propaganda institucional ou de setores não prioritários da administração pública, até o montante atualizado do valor da multa diária incidente.
Por exemplo, não há médicos horizontais intensivistas na UTI nem assistência cirúrgica cardiovascular na unidade hospitalar.
Na UTI, faltam recursos assistenciais de: terapia nutricional, assistência clínica gastroenterológica, assistência clínica hematológica, assistência clínica hemoterápica, assistência clínica de infectologia, monitor de débito cardíaco, serviço de fibrobroncoscopia e grupo de cuidados paliativos e controle de sintomas (dor). Também não há sala de espera para acompanhantes e visitantes.
Na unidade hospitalar, também faltam serviços de diagnóstico de ressonância magnética, anatomia patológica e exame comprobatório de fluxo sanguíneo encefálico (para avaliação em situações neurológicas graves e comprovação de morte cerebral).
Em termos estruturais de urgência e emergência, falta sala de isolamento pediátrico e sala para atendimento de pacientes psiquiátricos.
Sobre materiais, estão em falta itens básicos no Pronto Socorro, como luvas de látex, sonda nº 18, sonda de gastronomia 24 e soro fisiológico 100 ml.
Em relação a medicamentos em falta, é listada a indisponibilidade de diferentes tipos no Pronto Socorro e na UTI.