O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, não conheceu o habeas corpus apresentado pela defesa do governador afastado Wanderlei Barbosa. O pedido, protocolado nesta terça-feira, foi a primeira tentativa jurídica no STF para reverter o afastamento determinado pela Operação Fames-19, que afastou o gestor por 180 dias.
Na prática, a decisão de Fachin significa que os argumentos da defesa não chegaram a ser analisados. O ministro entendeu que o habeas corpus não seria o instrumento adequado para contestar a medida cautelar imposta pelo Superior Tribunal de Justiça.
Com isso, permanece o impasse político no Tocantins. Wanderlei segue fora do cargo, enquanto o vice-governador Laurez Moreira continua à frente do Executivo, promovendo mudanças em sua equipe e consolidando o governo interino.
O resultado mantém a expectativa em torno dos próximos passos da defesa, que já mobiliza uma equipe de advogados em diferentes estados para tentar viabilizar o retorno do governador ao Palácio Araguaia.
