A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) divulgou, nesta quarta-feira (3), nota oficial em que afirma ter colaborado de forma “total e irrestrita” com o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e com a Polícia Federal (PF) durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão referentes à operação Fames-19. A ação, deflagrada pela PF, teve como alvos diversos parlamentares estaduais e resultou no afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e da primeira-dama Karynne Sotero por seis meses.
Segundo a Aleto, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão dentro da Casa, com a devida disponibilização de equipamentos, documentos e informações requisitados pelas autoridades. A Procuradoria-Geral do Legislativo, no entanto, destacou que não teve acesso aos autos do processo e, por isso, desconhece os fundamentos que motivaram a expedição das ordens judiciais.
A nota também informa que a Assembleia não foi intimada sobre nenhuma decisão relacionada ao caso. Entre os parlamentares que tiveram gabinetes incluídos na operação estão Amélio Cayres, Cláudia Lelis, Cleiton Cardoso, Ivory de Lira, Jorge Frederico, Léo Barbosa, Nilton Franco, Olyntho Neto, Valdemar Júnior e Vilmar de Oliveira.
A Aleto reforçou que continuará à disposição da Justiça para garantir o cumprimento das medidas legais.
