O Sudeste do Tocantins vive um vácuo político que já dura mais de uma década. Desde a saída de Paulo Roberto, hoje prefeito de Taguatinga, em 2010, a região não tem representantes nem na Assembleia Legislativa nem na Câmara Federal. Esse cenário abriu espaço para a atuação de lideranças de outras partes do estado, que passaram a disputar votos e apoios no território.
Um exemplo claro ocorreu nas eleições de 2022, quando a deputada estadual Janad Valcari, cujo reduto é a capital Palmas, foi uma das mais votada no Sudeste. O fenômeno, segundo lideranças locais, mostra como a ausência de figuras políticas regionais fortaleceu a presença de “forasteiros”. Além de Janad, nomes como Cláudia Lelis, Ricardo Ayres, Alexandre Guimarães e Carlos Gaguim intensificaram suas agendas na região, ampliando bases eleitorais e alianças.
A movimentação, no entanto, pode ganhar novos contornos em 2026. Lideranças tradicionais do Sudeste devem entrar na disputa e resgatar a representatividade local. Entre os cotados estão José Salomão, prefeito de Dianópolis; Miranda Taguatinga, ex-prefeito de Taguatinga; e Roberto César, ex-prefeito de Lavandeira.
Para muitos moradores, a expectativa é que a região volte a ter voz própria na política estadual e nacional. Conhecida no passado como “corredor da miséria” do Tocantins, o Sudeste busca hoje protagonismo, e as eleições de 2026 prometem acirrar o debate sobre quem de fato representará os anseios de sua população.
