O Ministério Público do Tocantins (MPTO) obteve a condenação de três homens a aproximadamente seis anos de reclusão cada, pelo furto de R$ 328.680,00 de uma agência bancária localizada no centro de Pedro Afonso. O crime ocorreu na manhã do dia 23 de maio de 2020 e envolveu furto qualificado e associação criminosa.
A atuação do caso está sob responsabilidade da 1ª Promotoria de Justiça de Pedro Afonso, conduzida pelo promotor de Justiça Rogério Rodrigo Ferreira Mota. Após a publicação da sentença, o MPTO interpôs recurso de apelação, no último dia 25, requerendo o aumento das penas aplicadas. Segundo a Promotoria, a gravidade dos fatos e o histórico de crimes praticados pelo grupo justificam uma punição mais severa.
Conforme os autos, os três homens agiram de forma planejada e coordenada, com divisão de tarefas bem definida. Eles utilizaram equipamentos específicos para violar os cofres da instituição financeira. A ação ocorreu de maneira silenciosa, sem arrombamentos, após os suspeitos instalarem dispositivos nos caixas eletrônicos para capturar senhas e, em seguida, acessarem os compartimentos de dinheiro dos terminais.
O MPTO sustenta ainda que os réus possuem vínculos com uma organização criminosa envolvida em crimes semelhantes em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Goiás, Ceará e Piauí. Em duas cidades mato-grossenses, por exemplo, o mesmo grupo teria furtado mais de R\$ 500 mil em apenas um dia.
Esse histórico, segundo o Ministério Público, demonstra a elevada periculosidade dos envolvidos e o alto grau de sofisticação das ações criminosas. Por isso, argumenta que as penas impostas em primeira instância não refletem adequadamente os danos causados e o risco à ordem pública.
O recurso será analisado pelo Tribunal de Justiça do Tocantins, que poderá decidir pelo aumento das sanções aos condenados.
