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Campanha de Nile William denuncia tentativa de manipulação no PED do PT-TO

A campanha do professor Nile William, candidato à presidência do Diretório Estadual do PT no Tocantins, divulgou nesta terça-feira (15) um parecer técnico que, segundo a equipe, desmonta completamente o laudo apresentado por seu adversário, Diego Montelo — candidato da situação e apoiado pelo atual presidente estadual do partido, deputado Zé Roberto.

O parecer foi elaborado pelo perito documentoscópico Valdir Miranda Bizerra, ex-perito oficial do Estado com mais de 20 anos de atuação na área. De acordo com o documento, o laudo de Montelo apresenta “falhas técnicas graves, distorções metodológicas e indícios de manipulação de dados”, o que configuraria uma tentativa de influenciar indevidamente o resultado do Processo de Eleição Direta (PED) do PT-TO.

Segundo o especialista, o laudo da campanha adversária não possui qualquer validade técnica por ter sido feito de forma apressada e sem observar os protocolos mínimos exigidos pelas normas nacionais de grafoscopia. “O documento se limita a comparar letras isoladas, desconsiderando parâmetros essenciais como ataques, remates, proporcionalidade gráfica, pressão de punho, inclinação axial, entre outros elementos exigidos pela Norma Brasileira de Grafoscopia”, detalha o parecer, que possui 18 páginas.

Ainda de acordo com Bizerra, o documento apresentado por Montelo não demonstra de forma válida quaisquer convergências grafotécnicas que sustentem a denúncia de falsificação de assinaturas em listas de votação. Além disso, destaca que um laudo sério demandaria, no mínimo, dez dias de estudo técnico aprofundado, e não poderia ser produzido “em poucas horas”.

Outro ponto de denúncia grave apresentado pela campanha de Nile William é o fato de Diego Montelo ter acumulado a função de candidato e coordenador do processo eleitoral. Segundo a oposição, Montelo atuou como responsável pela condução do PED, totalizou votos sem supervisão da Comissão Eleitoral, impediu o acesso às atas e teria distribuído cédulas apenas para diretórios favoráveis à sua candidatura. Para a equipe de Nile, a atuação configura um “grave conflito de interesses” e compromete a legitimidade do processo. “Essa prática rompe com os princípios democráticos e estatutários do partido. Trata-se de um vício insanável que compromete toda a lisura do processo”, afirmou um dos advogados da campanha.

Diante das denúncias e do conteúdo do parecer técnico, a campanha de Nile William anunciou que irá protocolar uma representação formal junto à Direção Nacional do PT, com pedido de anulação das decisões tomadas pela atual direção estadual. Também será solicitado o encaminhamento do caso à Comissão Nacional de Ética Partidária.

“Não aceitaremos ser vítimas de um golpe interno. O que está em jogo não é apenas esta eleição, é o futuro da democracia interna do PT”, declarou o Professor Nile William, que afirma ter vencido no voto em diversas localidades do estado e agora vê sua vitória ser contestada com base em um laudo “sem nenhuma sustentação técnica”.