Cerca de 80 pessoas participaram, na noite desta sexta-feira, 23, da abertura da IV Conferência Municipal pela Promoção da Igualdade Racial (IV Compir), realizada pela Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh). O evento reuniu representantes de comunidades quilombolas, povos indígenas, juventudes negras, religiões de matriz africana, povos ciganos, movimentos sociais e lideranças de diferentes regiões da Capital.
A programação foi iniciada com apresentação musical da Small Band, grupo da Fundação Cultural de Palmas (FCP), parceira na realização da IV Compir. Na sequência, o público assistiu o espetáculo ‘Quilombo do Cerrado’, intervenção cênica organizada pela Federação de Capoeira do Tocantins (Fecatins), que trouxe reflexões sobre identidade, resistência e ancestralidade negra através da história e da ginga característica da capoeira.
A abertura contou ainda com a composição da mesa institucional e, ao final, com a palestra da professora doutora Ana Lúcia Pereira, pesquisadora e referência nacional no campo das políticas públicas de promoção da igualdade racial, que destacou que as conferências são espaços essenciais de incidência política da sociedade civil na formulação das políticas públicas.
“A conferência tem essa força no sentido de que a gente pressiona o governo. Não somos inimigos, mas não podemos nos encontrar só no dia da conferência convocada pelo governo federal. As secretarias, tanto municipal quanto estadual, precisam perceber que existe uma população que necessita de políticas públicas”, disse.
Outras autoridades
Representando o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, o presidente da Fundação Municipal da Juventude, Juniel Carvalho, destacou que a Capital é formada por uma diversidade de povos e culturas, e que a gestão municipal tem o compromisso de acolher e garantir direitos a todos. “Palmas é feita de muitas histórias, muitas identidades. Por isso, que a nossa política pública deve estar à altura dessa diversidade, com respeito, diálogo e inclusão”.
