Relatório aponta que vereadores participaram de cursos e compromissos institucionais em Brasília, Palmas e Gurupi. Todos os parlamentares receberam diárias, totalizando R$ 135.877,50.
A Câmara Municipal de Alvorada destinou R$ 135.877,50 em diárias para vereadores e servidores entre os meses de fevereiro e abril de 2025. Os valores foram pagos para cobrir despesas com deslocamento e estadia durante cursos de capacitação e viagens institucionais realizadas em Brasília (DF), Palmas (TO) e Gurupi (TO).
De acordo com os registros da Casa Legislativa, todos os vereadores receberam valores para participar de três eventos principais. O primeiro deles ocorreu entre 3 e 7 de fevereiro, em Brasília, com o curso “Introdução ao Mandato Legislativo”. Para esta atividade, o valor pago foi de R$ 5.720,00 por vereador.
No final de fevereiro, entre os dias 27 e 28, um grupo de parlamentares viajou para Palmas, onde trataram de assuntos institucionais junto a entidades como UVT, Fecomércio, Sesc, Senac, Sebrae, Assembleia Legislativa e secretarias estaduais. Cada vereador recebeu R$ 1.775,00 por duas diárias e meia.
Já em março, entre os dias 17 e 21, os parlamentares retornaram a Brasília para novo curso, desta vez sobre “Inovações Estratégicas e Princípios Fundamentais na Gestão Pública”. Além disso, no final do mesmo mês, entre os dias 27 e 28, os vereadores participaram do 1º Encontro de Vereadores e Servidores das Câmaras Municipais do Tocantins, realizado também em Palmas.
A planilha de pagamentos revela que as diárias de R$ 5.720,00 foram pagas 18 vezes, enquanto as de R$ 1.775,00 foram registradas 16 vezes. Também houve pagamentos menores, como três de R$ 1.362,50, dois de R$ 135,00 e um de R$ 160,00.
O presidente da Câmara, Douglas Mengoni, aparece diversas vezes como beneficiário das diárias, tanto para os cursos quanto para viagens institucionais. Os registros também incluem outros parlamentares como Derli Pellenz, Djalma Falcão, Grace Karen, Leonardo Rinaldi, Matheus Tavares, Sydvan Neves e Eduardo Figueira.
Apesar da justificativa da Casa de que as viagens são voltadas à capacitação e articulação política, o alto volume de gastos em curto período tem gerado questionamentos sobre a economicidade e a efetividade das ações diante das demandas locais.
Veja a relação:

