O Governo do Tocantins registrou uma redução significativa de 47,6% no número de focos de queimadas no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados constam no Boletim Mensal nº 5/2025 do Fogo, divulgado nesta quarta-feira, 7, pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), com base no monitoramento do MapBiomas.
Entre janeiro e março deste ano, foram contabilizados 205 focos de queimadas em todo o estado, contra 391 registros no mesmo período de 2024. A redução é atribuída às medidas preventivas e ao novo Plano Integrado de Prevenção, Monitoramento e Combate aos Incêndios Florestais, elaborado em conjunto pela Semarh, Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e Corpo de Bombeiros.
Apesar da queda no número de focos, a área total queimada no trimestre aumentou 133,1%, saltando de 3.602 hectares em 2024 para 8.399 hectares em 2025. Entre os municípios com maior incidência de queimadas estão Ananás, Mateiros, Ponte Alta do Tocantins, Pium e Natividade.
O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, destacou que o Estado tem avançado em estratégias como o Manejo Integrado do Fogo (MIF) e o uso de queima controlada para prevenir desastres ambientais. Ele ressaltou ainda a importância de separar queimadas legais das ilegais para garantir um diagnóstico mais preciso da situação.
“O Tocantins trabalha para identificar e diferenciar os tipos de queimas por meio do CIGMA. Essa distinção vai permitir um planejamento mais eficaz e direcionado para o combate e prevenção dos incêndios”, afirmou Lelis.
O boletim também detalha a distribuição dos focos por bioma, domínio e microrregião. Do total registrado, 98,23% ocorreram no Cerrado e 1,77% na Amazônia Legal. A maioria das áreas atingidas (76,25%) está sob domínio federal. As microrregiões mais afetadas foram Jalapão, Dianópolis, Rio Formoso, Porto Nacional e Araguaína.
