Cariri do Tocantins (TO) – Um princípio de rebelião foi registrado neste fim de semana no Presídio de Cariri do Tocantins, localizado no sul do estado. De acordo com informações apuradas pela reportagem, o motim teria sido iniciado por detentos supostamente ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em resposta à suspensão das visitas íntimas na unidade prisional.
Fontes internas relataram que presos iniciaram tumultos dentro das celas, com ameaças de danificar a estrutura do presídio e de desobedecer ordens dos agentes penitenciários. A situação foi controlada após intervenção da equipe de segurança, e até o momento não há registro oficial de feridos.
A notícia da suspensão das visitas íntimas causou surpresa e preocupação entre os familiares dos detentos. “Meu irmão está lá dentro e a gente não sabe de nada. Só falaram que não podia mais visita íntima e agora estoura rebelião. A gente fica sem informação e com medo”, relatou uma parente de um preso, que preferiu não se identificar.
O Presídio de Cariri do Tocantins abriga atualmente cerca de [número aproximado de detentos, se houver], e possui histórico de tensões internas. A unidade já enfrentou momentos de instabilidade anteriormente, embora sem maiores proporções. A suposta participação de membros do PCC neste episódio reflete a crescente influência da facção no sistema prisional do Tocantins, onde têm sido registradas, nos últimos anos, ações coordenadas por internos ligados à organização criminosa.
A Secretaria de Cidadania e Justiça do Tocantins (Seciju), responsável pela administração do sistema penitenciário estadual, foi procurada pela reportagem para esclarecer os fatos, confirmar a motivação do motim e informar quais medidas estão sendo adotadas para garantir a ordem e a segurança no local. Até a publicação desta reportagem, a Seciju não havia se pronunciado oficialmente.
Fonte: Diário Tocantinense
