Seja nos lares, nas empresas ou nas ruas, as mulheres seguem conquistando espaços e mostrando sua competência em cada detalhe do cotidiano. Em Palmas, essa força feminina também se destaca em áreas onde poucos costumam olhar: nas frentes de trabalho que mantêm Palmas limpa e organizada.
Por trás de cada rua limpa, cada praça bem cuidada e cada espaço público preservado, há mãos femininas que deixam sua marca todos os dias. Mulheres que enfrentam sol forte, chuva, poeira, lama e desafios diários com determinação e dedicação. Elas operam máquinas, roçam áreas verdes, varrem ruas e coordenam equipes inteiras, mostrando que cuidado, força e competência não têm gênero. Nesta edição especial, conhecemos a história de mulheres que, com garra e orgulho, ajudam a construir uma cidade mais limpa, organizada e acolhedora.
Uma dessas mulheres é Íris Souza, de 39 anos, operadora de minicarregadeira da equipe de limpeza. Natural de Maceió (AL), Íris mora em Palmas há mais de dez anos e lembra que, quando começou, não havia outras operadoras na equipe. “Era só eu como operadora e a Fernanda como gerente. No começo foi muito difícil, enfrentei desafios porque era uma área dominada por homens. Mas eu não desisti do meu objetivo”, conta.
Com 13 anos de experiência na profissão, ela se orgulha do reconhecimento que recebe após cada serviço concluído. “As pessoas parabenizam quando veem o trabalho bem feito. O mundo nos enxerga como sexo frágil, mas somos fortes. Somos esposas, filhas, mães, funcionárias e isso nos dá ainda mais força.” Além de operadora de máquinas, Íris é mãe, avó, esposa e dona de casa — papéis que ela equilibra com orgulho e determinação.
Inspiração
Essa mesma força e persistência inspirou Naiane Alencar Barros, de 34 anos, operadora de minicarregadeira da equipe de paisagismo. Funcionária da Prefeitura há 12 anos, ela começou a operar máquinas há três. “Sempre me interessei, desde pequena, porque meu pai era operador e foi meu primeiro incentivo. O segundo incentivo foi a Íris, porque, quando a vi trabalhando, percebi que eu também podia estar ali”, relata Naiane.
